A reconstrução mamária sem mitos

Saiba porque a reconstrução mamária não é um procedimento tão complicado

Os mitos que cercam a reconstrução mamária dividem opiniões. O assunto é complexo por se tratar de questões como causas possíveis do câncer de mama, as intervenções cirúrgicas, estéticas, e por aí vai.

Antes de mais nada, vamos falar um pouquinho sobre a reconstrução mamária.

O que é a reconstrução mamária?

A reconstrução mamária é um procedimento médico que visa restaurar a mama por meio de determinadas técnicas de cirurgia plástica. Como a reconstrução mamária é uma cirurgia reparadora, para mulheres que enfrentaram o câncer de mama, as chances de restaurar a mama afetada são de 100%, considerando-se as particularidades de cada caso. Em razão disso, tanto os benefícios quanto os riscos da cirurgia variam de pessoa para pessoa, e devem ser avaliadas pelo cirurgião e pelo médico que acompanha a paciente.

Existem diversas técnicas de cirurgia para a reconstrução mamária, porém, a decisão final deverá levar em consideração o formato da mama e seu tamanho em relação àquela não acometida pela doença.

Tipos de reconstrução mamária:

Reconstrução Mamária Imediata: é realizada na mesma cirurgia em que ocorreu a mastectomia;

Reconstrução Mamária Tardia: indicada para casos em que a necessidade de radioterapia após a retirada da mama.

Dados do INCA, de 2013, mostram que o câncer de mama afetou mais de 14 mil mulheres em todo mundo e a maioria das mulheres que passaram por mastectomia tiveram indicação para realizarem o procedimento de reconstrução mamária.

Por que a reconstrução mamária deve ser realizada?

Em muitos casos, a cirurgia é vista como algo negativo, e gera angustia para a mulher que vai passar pela reconstrução mamária. Por outro lado, quem já fez esta cirurgia afirma que o procedimento é benéfico não apenas em relação à estética , mas também para a autoestima. A chance de ter a oportunidade de restaurar uma parte tão significativa do corpo contribui para que a mulher, não se sinta mutilada.

Mas lembre-se: embora a cirurgia oncoplástica seja considerada uma boa saída, uma mama reconstruída geralmente não é idêntica a uma mama natural. Além disso, deve-se levar em conta fatores tais como: faixa etária, estado de saúde, estilo de vida, tipo físico, estágio da doença, etc.

Por esta razão, é muito importante que a mulher saiba que a decisão final em fazer ou não o procedimento cabe somente a ela. Além das cirurgias de reconstrução mamária, a tatuagem também é utilizada por mulheres que passaram pela retirada da mama,. principalmente no caso de perda do mamilo. Outros métodos, como enxertos de pele ou mesmo a transferência de gordura de outra parte do corpo também são utilizados.

A reconstrução mamária evoca simbolismos próprios da mulher, inclusive aqueles que evocam sexualidade e feminilidade. Por isso, a reconstrução impacta positivamente aspectos psicológicos e emocionais.

Saiba mais >>> Graças à atuação da Américas Amigas, entre os anos de 2009 e 2017, aproximadamente 680 mil mamografias foram realizadas pelas instituições públicas e filantrópicas beneficiadas pelo Programa de Doação de Mamógrafos da ONG.

Saiba mais sobre as ações da Américas Amigas em todo o Brasil e junte-se a nós na luta contra o câncer de mama.

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